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Sunday, May 27, 2012

[CRÍTICA] Sherlock 1x01: A Study in Pink

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Você espera uma década para aparecer um novo Sherlock Holmes, e de repente aparecem dois de uma vez. Primeiro Guy Ritchie e Robert Downey Jr. e agora o canal britânico BBC apareceu com uma proposta de encaixar o super detetive em um ambiente moderno.

Prosseguindo para "A Study in Pink", uma história original de 90 minutos, envolvendo um mistério sem muita inspiração, mas que ao mesmo é de tirar o fôlego.

Tudo começa com Dr. John Watson (Martin Freeman) que recentemente retornou da guerra no Afeganistão e está sofrendo possivelmente de estresse pós-traumático. Um encontro do acaso leva-o em contato com o brilhante, porém misterioso, Sherlock Holmes (Benedict Cumberbatch), uma pessoa solitária que se define como "Detetive Consultor" para a polícia local.

Antes que você possa dizer "Elementar, meu caro Watson" a dupla cheia de brincadeiras espirituosas, mudam-se para o apartamento de Sherlock e estão seguindo uma série de suicídios que podem ou não ser trabalho de um serial killer.

Rapidamente, este episódio alcança a notável proeza de permanecer fiel às raízes dos personagens de Connan Doyle e ao mesmo tempo atualizando procedimentos para que Sherlock fique atento no que está acontecendo no aqui e agora.

Enquanto Sherlock continua sendo um personagem difícil e distante, sendo confiado pela governanta Sra. Hudson, que mantem sua casa em ordem e a Dr. Watson que o mantem longe dos problemas, ele é um homem muito moderno. Embora tenha uma mente analítica que lhe permite fazer deduções brilhantes, ele também é adepto a usar notebooks, celulares e GPS para ajudar a resolver os mistérios que lhe são desafiados.


O desempenho de Cumberbatch (Sherlock) certamente lembra David Tennant (Doctor Who) durante cenas de dedução, que aliás, são brilhantemente ilustradas através de flashes de texto na tela. É em momentos de silêncio que ele realmente se destaca, insinuando no entanto a escuridão abaixo da superfície gelada e genuína de Sherlock Holmes.

Martin Freeman faz um desempenho bom como Dr. Watson, embora tenha dado pouco a ver neste primeiro episódio.

Agora que a orignalidade foi estabelecida, os roteiristas Mark Gatiss e Steven Moffat podem se concentrar na trama e se eles conseguirem bolar algo tão brilhante como as histórias de Connan Doyle, a BBC vai ter um enorme sucesso em suas mãos. Uma coisa é certa, o jogo com certeza começou.
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Friday, May 18, 2012

[CRÍTICA] THE RITE

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Eu sempre considerei exorcismo, como um gênero de filme. Bom, isso acabou. Após assistir The Rite, é óbvio que esse tipo de gênero não existe mais. Não me entenda mal, The Rite não é o pior filme de exorcismo que já vi e também não foi o pior de 2011. Na realidade, não é nem um filme tão ruim. É que o filme não acrescenta nada de novo ou fresco ao exorcismo e, às vezes, essa pode ser a pior coisa em um filme.

O filme gira em torno de Michael Kovak (Colin O’Donoghue), que cresceu junto com o negócio que a família gerencia, nesse caso, uma funerária. Ele odeia esse tipo de trabalho e por isso se matricula em um seminário. Michael está em seu último ano do colégio que é quando os alunos fazem seus últimos votos e entram no sacerdócio, mas ele tem outros planos. Ele envia um e-mail para os superiores do colégio explicando porque ele não quer e não vai fazer seu voto final. Desde que perdeu sua mãe, quando ainda era um garoto, Michael perdeu sua fé e não acredita em Deus. Como é bem mostrado ao longo do filme, os sacerdotes não aceitam um não como resposta e o conselheiro convence Michael a ir a Roma por dois meses para ter algumas aulas de como conduzir apropriadamente um exorcismo.

E por que não, não é? O fato de seu conselheiro essencialmente ameaçar sua bolsa de estudos, ele teria que pegar um empréstimo estudantil e como teria que pagar, ele fecha o negócio e vai. É isso aí, religião organizada. Funciona da seguinte forma, se você não acredita, vamos te ameaçar, intimidar, subornar até você acreditar. E além do mais, devemos realmente acreditar em um seminário? Bom, dane-se.

Michael se dá muito bem em Roma, um quarto livre, tudo bonitinho e tudo que ele precisa fazer é ir para essa aula. Durante todo o curso, permanece cético e sempre pergunta ao sacerdote como se pode ter certeza absoluta de que uma pessoa está passando por uma possessão demoníaca e não por problemas psicológicos.

Ele nunca está satisfeito com as resposta que recebe e em uma cena em particular, resume a opinião do sacerdote:

Então a prova que demônio existe, é de que não pode ser provada.
- acho que isso define a religião majestosamente. Desculpem-me, não vou transformar essa crítica em minha própria diatribe contra a religião.

Claro que o questionamento ao sacerdote e as crenças da igreja não faz com que Michael seja expulso, pelo contrário, é privilegiado com mais informações. O sacerdote vê algo dentro de Michael (essa foi ótima) e pede que ele se encontre com Padre Lucas Trevant (Anthony Hopkins), que já realizou mais exorcismos que qualquer um. Além disso, tem crenças muito radicais e métodos pouco ortodoxos.

No seu primeiro encontro, o padre está realizando um exorcismo em Rosaria (Marta Gastini), uma menina de dezesseis anos que está grávida e que aparentemente parece ter o demônio dentro de si. Depois de testemunhar seu primeiro exorcismo, Michael fica ainda mais cético e convencido que a pequena Rosaria precisa de um psiquiatra e não de um exorcista.

O meio do filme se desenrola como todos os filmes de exorcismo. Eles apresentam evidências convincentes de que, por vezes, aponta que a vítima não está possuída e depois deixam pistas de que ela realmente está possuída por uma força demoníaca. Isso já está ficando velho, do O Exorcismo de Emily Rose para O Último Exorcismo e Caça as Bruxas, todos seguem exatamente esta fórmula e está ficando muito cansativo. Ninguém se candidata a nos oferecer uma nova visão sobre esse assunto?

Então, é nos apresentado uma mudança, onde um dos personagens principais torna-se possuído e de repente, como esperado, se torna obrigatório ter uma cena de exorcismo prolongada. Todos nós sabíamos que isso iria acontecer e eu temia que acontecesse, porque a partir deste momento, eu sabia que não iríamos ter nada de novo. O demônio insulta e ridiculariza a pessoa que está conduzindo o exorcismo, até que finalmente um dos personagens tem o que eu chamo de Momento Rocky. O Momento Rocky é quando em um filme, o personagem passa pela catarse esperada e se torna uma pessoa melhor.

Em todo filme de Rocky, Rocky Balboa está no ringue apanhando, quando de repente se lembra de algo que seu treinador disse, ou vê Adrian na plateia ou sei lá e de repente se revitaliza, vira o jogo e derrota seu oponente.

Eu não quero me apegar muito, mas o personagem tem seu Momento Rocky, acredita nisso, acredita em Deus e em seguida manda o demônio de volta para o submundo. Isso é ridiculamente previsível, não precisa ser nenhum estudioso para notar isso. O personagem começa como um cara que absolutamente não tem nenhuma crença em Deus e acaba se tornando aqueles escoteiros que tiveram um bombeamento intenso da Bíblia.

A mensagem deixada é que a igreja está sempre certa e que com base neste filme, te faria acreditar que existem muitas, mas muitas pessoas por aí que estão possuídas e que precisam de exorcistas, não de psiquiatras. Eu, pessoalmente, não acredito nem por um segundo. A própria história se diz ser baseada em fatos reais, mas só digo uma palavra: besteira. Possessão é tão real quanto à solidão das pessoas. Tão real quanto pessoas solitárias que alegam ser videntes ou quanto às pessoas que afirmaram serem raptadas por alienígenas. Eu não acredito e creio que a maiorias das pessoas racionais também não irão.

Deixando a história de lado, Anthony Hopkins e Colin O’Donoghue tem um desempenho maravilhoso. Às vezes, parece que estou vendo cenas de Hannibal Lecter, mas ele realmente faz o papel do Padre Lucas e faz muito bem.

A cinematografia também é impressionante, a forma de como a beleza de Roma é captada, assim como o tom, a atmosfera e a claustrofobia do filme. Através da cinematografia de Ben Davis foi possível captar a dicotomia da Itália de uma forma fantástica.

Mas, infelizmente, não podemos esquecer-nos da história. Particularmente, não é uma história ruim, é apenas o tipo de história que você já viu milhões de vezes. A apesar das típicas contorções de corpo, pele estranha, vozes profundas dos demônios, não há nada de novo. Está alto e claro durante todo filme que você já viu tudo em algum outro filme.

Você realmente achou que Michael continuaria cético no final do filme? Sério? Mesmo depois de ter uma explicação que São Miguel é o santo que está sempre lutando contra demônios? Faça-me o favor...

The Rite não é o pior filme de exorcismo que já vi. Mas as fórmulas usadas tanto na história, quanto nos personagens, assim como o inevitável Momento Rocky é tão tedioso que a única coisa que você pode fazer e fechar os olhos, se contorcer na cadeira e desejar que este momento acabe.
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[CRÍTICA] DEAD SNOW

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Død Snø começa como a maioria dos filmes de Terror. Uma menina está correndo está correndo em uma floresta, na neve, é encurralada contra uma árvore e depois é morta por alguém ou alguma coisa, vestindo um uniforme nazista. Após isso acontecer, nós nos juntamos ao nosso grupo de setes amiguinhos, que estão de férias. Eles decidem ir para uma cabana em Øksfjord (Noruega), um local bem isolado, com a principal intenção de relaxar e andar de snowboard.

Quando eles entram na cabana, se deparam com um cara (que honestamente é) um pouco assustador, que os conta à história do local e seus desaparecimentos. Parece que os nazistas, usavam Øksfjord como uma fortaleza, por volta da Segunda Guerra Mundial (quem diria ein?). Eles eram brutais e sádicos aos habitantes locais e saquearam todo seu dinheiro e objetos de valor (nada menos esperado). Eventualmente, os habitantes se revoltaram e os mataram, e apenas o Coronel Herzog e outros poucos nazistas sobreviveram, fugindo para o lado mais frio da região. Os habitantes presumiram que morreram congelados. Dá pra perceber onde isso vai dar, não é?

Esse filme é cheio de zumbis nazistas e uma vez que os zumbis aparecem, a brincadeira começa. No começo tem muita coisa besta, que enfraquece o filme e que de fato, não é muito interessante. Mas depois que você conseguir passar dessa parte, será recompensado com algumas cenas de gore e muita loucura zumbi.

Quando eu critico um filme, tento me focar só e somente no filme e captar todo detalhe possível. Eu comecei essencialmente, analisando o enredo e percebi que este filme foi feito com apenas um propósito: ter zumbis nazistas, matando adolescentes da pior forma possível e isso de fato acontece, com ótimas cenas de gore. Adorei a cena, onde quatro zumbis rasgam um cara, cada um pega um membro e puxam. Coisa de primeira.

Não parem para tentar entender ou descobrir quem são os zumbis e por que eles se tornaram zumbis. Nada disso importa. Este filme foi feito para ser divertido, engraçado e sangrento. Em certos pontos, o humor foi extraviado e acabou deslocando o terror no filme. Por exemplo: em uma cena onde um dos estudantes tem a cabeça rasgada no meio por zumbis, seu amigo fala: "Disse que deveríamos ter ido à praia!" - não foi engraçado e diluiu todo efeito sangrento do momento. Mas não pense que por essa cena, o filme é sem graça, existem várias cenas geniais de zumbis nesse filme.

Também não esperem por zumbis comuns, esses zumbis correm muito, como se fossem animais selvagens e até possuem um pouco de inteligência. A maquiagem dos zumbis é básica, porém eficaz.

Há também uma sub-trama sobre uma caixa cheia de moedas de ouro, entre outros objetos. Parece que Herzog e sua horda nazista querem ficar com seu ouro a qualquer custo, e eu digo a qualquer custo mesmo. Dá para ignorar essa trama, o filme não é sobre isso. Se você quer se divertir com zumbis matando a doida, esse filme é para você.
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[CRÍTICA] ZOMBIELAND

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Vou começar dizendo que gostei desse filme; gostei muito, e sim, fui um idiota por não ter visto no cinema. O filme foi tão comentado, que até ouvi que foi comparado com Shaun Of The Dead. Fala sério, um filme sobre um apocalipse zumbi, estrelado por Woody Harrelson, que foi destinado ao público geral, e infelizmente, essa é a parte que acaba prejudicando o filme.

O filme começou! Conheça Columbus (Jesse Eisenberg), um jovem idiota que sobreviveu a um apocalipse zumbi, criando e aderindo um conjunto de regras. Suas regras brilhantes, incluem umas super inteligentes, do tipo: se certificar de fazer exercício cardiovascular, para que você possa correr mais que o zumbi, ou, "Golpe Duplo", que consiste em meter uma bala extra no zumbi, para se certificar que ele está realmente morto. Ele também possui algumas outras regras pragmáticas como "Não seja um herói", "Verifique o banco de trás" e "Use cinto de segurança". Sua adesão às "regras", nos mostra, como ele ainda está vivo. Columbus também nos conta através de flashbacks, como ocorre o surto zumbi.

Um paciente, vamos chamá-lo de Paciente X, comeu um hambúrguer, que lamentavelmente estava contaminado com a doença da Vaca Louca que ao mesmo e imediatamente multou-se para a "Doença do Humano Louco" (claro, que inventei esse nome, porque de fato não existe. Mas isso vocês já sabiam, não é?) e assim se tornou um morto vivo.

Em suas viagens, ele encontra Tallahassee (Woody Harrelson), que parece fazer exatamente o oposto de todas as suas regras, e também duas irmãs que estão tentando escapar do apocalipse. Os quatro atravessam o país com diferentes razões: Columbus está tentando chegar até Ohio, para ver se alguém da sua família ainda está vivo; as irmãs estão tentando chegar a um parque, chamado Pacific Playland, que segundo rumores, está livre de zumbis; e Harrelson está a procura do último Twinkie.

O início e o final do filme são realmente divertidos, cheios de cenas gore e de zumbis sangrentos. As maquiagens dos zumbis são bem feitas e as cenas de ação também. Mas algo acontece no meio do filme; os zumbis desaparecem. Considerando que o mundo supostamente foi invadido por zumbis, nossos heróis não encontram um zumbi em um razoável espaço de tempo. Os zumbis deveriam estar em todo lugar, mas não há nem sinal deles nas ruas de Los Angeles.

Lá para o meio do filme, a interação entre nossos quatro heróis é muito divertida. O diálogo é nítido e engraçado e Harrelson rouba a cena, se mostrando um fodão filho da puta, que por trás, esconde ter um coração partido.

Zombieland originalmente era para ser um piloto de uma série de TV e só depois de alguém ter a ideia de fazê-lo um filme, que ele foi reescrito e várias cenas foram adicionadas. Também é interessante saber que John Carpenter (The Thing, Village of the Damned, Halloween), se recusou a dirigir o filme.

Se o diretor Ruben Fleischer, tivesse posto mais zumbis no filme, talvez ele acabasse fazendo uma versão americana de Shaun of the Dead. Acredito que o estúdio, não quis expor muita violência zombie à audiência. Provavelmente, estavam com medo de assustar o público. De qualquer forma, a falta de zumbis no meio do filme, é a menor das preocupações. As cenas de ação, a estória e os zumbis, faz com que esse filme seja bastante divertido. Não chega ao nível de Shaun of the Dead, mas sem dúvida não fica muito atrás.
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[CRÍTICA] ORCS!

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Hoje em dia, as tendências de filmes de terror são baseadas em duas coisas. Uma, produzir remakes de bons filmes, ou produzir filmes com vampirinhos ou alienszinhos. Quando uma criatura antiga aparece, me deixa no mínimo curioso. Vocês os viram em 'Senhor dos Anéis', os combateram em 'World Of Warcraft', é claro que eu estou falando de ORCS!

ORCS! Conta à história de dois guardas florestais que são obrigados a defender um parque nacional contra uma horda de Orcs furiosos. Tudo isso, é claro, em um ritmo acelerado e toneladas de humor. Mas será que é tão engraçado quanto parece?


ORCS! tem uma história bem básica: Em 1909, um mineiro, usa uma dinamite ilegalmente e liberta uma horda de Orcs, que tem a intenção de matar qualquer e todos os seres humanos, que eles poderem encontrar.


Após a abertura, todos nós vamos para os dias atuais, onde Cal (Adam Johnson) está feliz da vida, fazendo uma turnê pelo parque. Cal é o tipo de pateta que não leva nada a sério e que meio que gosta do que faz. Ele está treinando Hobart Moss (Maclain Nelson), um nerd, que pretende um dia ser um guarda florestal, até que eles começam a perceber coisas estranhas nas redondezas. Mas beleza, tudo sugere, que seja uma coisinha boba, um urso ou algo assim. Certa manhã, eles se deparam com os restos mortais de três campistas e logo percebem que talvez não seja um "probleminha", que talvez não sejam apenas ursos, afinal, ursos não decapitam campistas e enfiam estacas nas cabeças, certo?


A chefa de Cal, Marge (Barta Heiner), que é claro, não acredita na imaturidade de seu empregado, simplesmente o manda verificar estes ataques. Enquanto isso, mudamos para o ponto de vista dos Orcs, enquanto eles perseguem os nossos queridos guardas florestais. Os Orcs estão usando vestimentas de batalha e estão cheios de sede de sangue, como já falei antes, eles só querem saber de matar os humanos.


ORCS!, que possui 4 (quatro) escritores, definitivamente não é para ser visto como um filme de terror. O filme possui muito humor e pode ser visto como um filme de ação, onde os guardas florestais estão mais próximos de serem uma espécie de Rambo. Muito humor está no ar. Adam Johnson fez um excelente trabalho, atuando como Cal, ele interpreta o herói pateta perfeitamente e possui a capacidade de ser engraçado e também de bancar o herói quando a hora é chegada. Na realidade, todo elenco faz um ótimo trabalho em seus papeis, o que faz de ORCS! uma comédia divertida.


Infelizmente, eu estava esperando algo mais que apenas uma comédia e suponho que os escritores também. O filme tenta uma investida de uma sátira/comédia com um filme de terror, com criaturas aterrorizantes e é aí que está o vacilo. Há muito humor e comédia no roteiro e isso é lamentável, simplesmente porque o humor dilui os elementos de um filme de terror. As cenas onde os Orcs atacam, são bem feitas, mas deveriam ter sido mais divertidas e mais aterrorizantes. Parte do problema, é que os Orcs nunca são identificados. Nós não vemos uma história sobre eles, apenas vemos ataques em massa. Dando os Orcs uma identidade, poderia ter ajudado a estabelecê-los como criaturas assustadoras. Também foi um pouco decepcionante, que não conseguimos ver muito do visual dos Orcs, já que estão cobertos de armaduras e vestimentas de batalha.


Bom, enfim chegamos a parte gore do filme. O filme é essencialmente sobre uma horda de Orcs furiosos que sai por aí matando os humanos e sobre como os guardas florestais tentam estabelecer uma resistência para detê-los. A maioria das batalhas são, humanos atirando em Orcs e Orcs esfaqueando humanos. Mais uma vez, fiquei um pouco desapontado. Tem algumas cenas boas de gore no filme, mas não boas o bastante para fazer dele um clássico. Gostaria de poder reclamar do orçamento e dizer que os cineastas foram limitados, mas ORCS! teve um orçamento de mais de 2.000.000 de dólares.


No mais, ORCS! é divertido, cheio de humor e cheio de grandes performances. Se você quer um filme divertido, pode assistir sem medo. Eu gostei bastante, só fiquei decepcionado de não haver mais elementos de terror. Também aprendemos algumas coisas assistindo este filme: Você sabia que a maioria dos guardas florestais são bigodudos? Sabia também que é possível um adulto se esconder em um banheiro químico se ele estiver se cagando de medo? Pois é.
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[CRÍTICA] Pontypool

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Vou pular o papo furado: Este filme é simplesmente espetacular e muito original. Este filme irá desafiá-lo entender exatamente o que está acontecendo e vai desafiar o jeito que você pensa sobre linguagem e como a linguagem afeta o mundo.

Pontypool foi escrito por Tony Burgess. O nome completo é Pontypool Changes Everything e faz parte de uma trilogia que Burgess gosta de chamar de Os Livros de Bewdley. A primeira trilogia é The Hellmouths of Bewdley (1997), depois Pontypool Changes Everything (1998) e por fim Caesarea (1999).

Burgess não é um escritor típico, o cara tem uma filosofia por trás das ideias de seus livros, ideias que ele vem examinando há décadas. Como ele próprio escreveu na contra capa de Caesarea:

Comecei a apresentar ideias no final dos anos setenta e comecei a escrevê-las no inicio dos anos oitenta. Nos anos noventa, comecei a organizar as coisas em livros.”.

Na descrição de The Hellmouths of Bewdley ficou claro que Burgess acredita que há uma forma que a realidade e a ficção procuram que as narrativas ocorrem em desafio das coisas que elas abrigam. É sem dúvida, uma ideia realmente fascinante. Simplificando, a linguagem e as palavras afetam o mundo e a parte verbal procura uma maneira de moldar o mundo de como é falado, independentemente da intenção do protagonista.

Foi ótimo Burgess ter escrito o roteiro de Pontypool, porque eu duvido muito que alguém fosse capaz de captar as ideias centrais, como ele faz. É importante notar, que o livro e o filme são duas coisas completamente diferentes.

Pontypool é dirigido por Bruce McDonald, talvez você o conheça de Hard Core Logo (1996), um documentário em que McDonald segue uma banda de punk em uma turnê. McDonald faz um excelente trabalho com este material e mostra uma incrível quantidade de contenção. Ele toma muito tempo desenvolvendo o caráter dos personagens e criando uma atmosfera razoavelmente pesada. Se tem um filme que cria algo do nada, esse filme é Pontypool (lendo dessa forma, parece que não é algo bom, mas vendo o filme saberá que isso é um grande elogio).

Como a direção do filme é muito boa, o real sucesso do filme repousa inequivocamente sobre as costas do ator Stephen McHattie que interpreta DJ de Rádio, Grant Mazzy. McHattie tem um desempenho surpreendente e rapidamente se tornou, ao menos em minha opinião, um dos maiores atores do gênero.

Quando o filme começa, seguimos Mazzy dirigindo ao trabalho para o turno da manhã até a estação de rádio. É apenas outro dia frio e miserável na pequena cidade de Pontypool. Bruce McDonald fez um excelente trabalho criando os personagens (há apenas, três personagens principais), Mazzy, sua produtora (interpretada por Lisa Houle) e sua técnica de rádio (Georgina Reilly). Todos três seguem sua rotina diária de boletins meteorológicos, fechamento de escolas e noticias. Uma nota interessante, é que há apenas 17 atores listados nos créditos, sendo que sete deles são apenas vozes, chamadas pela estação de rádio. De repente, vem um relatório da polícia, que uma multidão se reuniu fora do posto médico. Os relatórios são vagos, mas aos poucos a multidão se torna violenta e todos começam atacando e matando uns aos outros.

O brilhantismo é a situação tensa que ocorre. Nós estamos confinados na estação de radio, assim como os três personagens principais. Nós descobrimos a história, da mesma forma que eles. Não sabemos nada sobre o que está havendo e não demora muito até você sentir uma sensação claustrofóbica. É incrível a capacidade de McDonald construir tanta tensão e suspense. Ele manipula perfeitamente nosso medo do desconhecido, histeria em massa e como a mente precisa se adaptar ao caos que a rodeia.

McDonald fez um ótimo trabalho dando apenas informações necessárias e assim mantendo a tensão alta. Parece que um vírus bem esquisito se espalhou e uma vez que a pessoa é infectada, ela se torna violenta e é obrigada a passar para outras pessoas (o vírus é transmitido, através da linguagem). Entender certas palavra é que faz a replicação do vírus. Então, como as pessoas vão achar a cura? Precisamos parar de entender o significado das palavras. É uma premissa bem complicada, mas é muito bem feita com grandes performances.

Este é um grande filme de suspense e é um filme super inteligente. O filme em si teve um orçamento baixo, isso às vezes deixam pessoas com receio, mas não esse, eu digo não, porque você imediatamente será sugado pela história. Eu categorizaria este filme como um filme de terror metafísico.

Pontypool faz com que você use seu cérebro, mas também não faz você esquecer o gênero do filme e com certeza irá te assustar e deixar entretido. Eu posso te dizer de antemão, esse é um dos filmes de zumbis mais originais que você já viu. Não é recheado de gore, mas possui uma formula que é bem eficaz.
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[CRÍTICA] Crysis 2

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Crysis 2 carrega o peso das expectativas em suas costas. Na estreia da ascensão de Modern Warfare, os fãs de Crysis ficaram preocupados que a expansão da série para os consoles não fosse levada tão a sério. Felizmente, Crysis 2 evita a simplificação excessiva de atiradores recentes com a graça dos Nanosuits. É mistura de destruição com beleza e consegue oferecer uma experiência mais focada que seu antecessor, mantendo tudo que tinha no Crysis original.

Crysis 2 é o tipo de jogo que fala em superlativos, e mesmo que falhe, rapidamente se erguerá conseguindo outro momento incrível. Situado e 2024, que mais parece o dia depois de amanhã, o jogo mostra Nova Iorque sob ataque em todas as possíveis direções. Um vírus bizarro foi infiltrado em todos os bairros, a cidade está inquieta provocada por uma parceria tensa entre os militares e o conglomerado de segurança privada do Crynet. Em seguida, a invasão alienígena começa, e as coisas se complicam.

O Nanosuit é a lente através da qual você vê Crysis 2, ele adiciona um grande senso de coesão para o jogo. Uma vez que o jogo começa, tudo que você ver e fizer, será ocorrido em uma visão de primeira pessoa. Em vez de vadear em armas e outras seleções pelo menu, você é apresentado em sobreposições em medidas res e sutis efeitos visuais, que indicam o status do Nanosuit. Cada poder drena a energia do Nanosuit em graus variados e a fundação de Crysis 2 foca em balancear esses poderes, descobrindo novas maneiras de combiná-los e usá-los de maneiras inesperadas. É ótimo também que a Crytek disponibiliza um vasto cenário de Nova Iorque, destruída é claro. O jogo brilha mais quando você usa o Nanosuit até seu limite e os melhores momentos são quanto chega a hora de você parar e perguntar: "Eu realmente fiz isso?". O jogo te dá múltiplas formas e opções para abordar seus objetivos.

O Nanosuit indentifica também pontos estratégicos de interesse, o que lhe permite marcar pontos táticos ou elementos, como esconderijos de armas e locais inimigos, o resto cabe a você. Os inimigos de Crysis 2 são inteligenstes, porém nada fora do normal. Claro, é possível definir inimigos para emboscadas, mas muitas vezes provoca um enorme descuido e exigem um pensamento rápido para lidar com eles. Graças aos ambientes de Crysis 2, que não são só largos, mas também altos, faz com que você encontre um caminho acima para estraçalhar seus inimigos.

Durante os encontros com os Cephs, o equilibrio se desloca; sua atenção não é apenas de onde ou até onde você pode ir, é de onde seus inimigos podem te pegar ou armar uma emboscada. Como você está sozinho, as ferramentas estão a sua disposição para ativá-las de forma inteligentes e usufruir da sua força bruta. A customização de armas permite que você modifique elas com miras telescópicas, silenciadores e outras coisas que acompanharam nas atualizações do Nanosuit. Essa atualização na verdade é a sua mão, cada dedo seleciona um subcojunto diferente e apenas um de cada subcojunto pode ser ativo ao mesmo tempo. Isso contribui para a longevidade de Crysis 2, uma vez que as habilidades que você ganha e as modificações de arma que você encontra estão disponíveis em todos os capítulos já concluídos, em qualquer nível de dificuldade.

Desta vez, você não vai poder ficar passeando por Nova Iorque. O senso de urgência e impulso é muito maior em Crysis 2. Essa mudança deixa o jogo mais focado que sua versão original. Lugares estreiros e tuneis quase nunca são cenários de combate, ao invés disso, eles servem como momentos deliberados de descanso, para você ficar mais ciente da catástrofe que está a sua volta e assim construir uma história.

Escrito por um romancista de sci-fi Richard K. Morgan, a história de Crysis 2 trata temas sofisticados como o transumanismo e empresarialização do poder. A história é lenta no começo e quando isso acontece, às vezes parece que alguns momentos importantes de exposição foi cortado. Pelo enredo, Crysis 2 conta uma história interessante que não te decepciona. Você só precisa prestar atenção e descobrir pelo menos alguns e-mails escondidos para estar ciente do que está acontecendo. Você pode ter um pouco de problema para prestar atenção na história, devido a constante assalto sensorial que envolve o jogo.

É o jogo mais bonito até agora. Ele evita o escuro, o estilo hiper-filtrado de jogos como Killzone e Gears of War. O contraste é muito bom com a tela tremendo e a constante destruição de um dos centros mais característicos do mundo da cultura popular. A trilha sonora complementa bem, apresentada alta e clara. É um jogo que com certeza supera a versão anterior e que não pode ser ignorado.
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