Sunday, May 27, 2012

[CRÍTICA] Sherlock 1x01: A Study in Pink

Você espera uma década para aparecer um novo Sherlock Holmes, e de repente aparecem dois de uma vez. Primeiro Guy Ritchie e Robert Downey Jr. e agora o canal britânico BBC apareceu com uma proposta de encaixar o super detetive em um ambiente moderno.

Prosseguindo para "A Study in Pink", uma história original de 90 minutos, envolvendo um mistério sem muita inspiração, mas que ao mesmo é de tirar o fôlego.

Tudo começa com Dr. John Watson (Martin Freeman) que recentemente retornou da guerra no Afeganistão e está sofrendo possivelmente de estresse pós-traumático. Um encontro do acaso leva-o em contato com o brilhante, porém misterioso, Sherlock Holmes (Benedict Cumberbatch), uma pessoa solitária que se define como "Detetive Consultor" para a polícia local.

Antes que você possa dizer "Elementar, meu caro Watson" a dupla cheia de brincadeiras espirituosas, mudam-se para o apartamento de Sherlock e estão seguindo uma série de suicídios que podem ou não ser trabalho de um serial killer.

Rapidamente, este episódio alcança a notável proeza de permanecer fiel às raízes dos personagens de Connan Doyle e ao mesmo tempo atualizando procedimentos para que Sherlock fique atento no que está acontecendo no aqui e agora.

Enquanto Sherlock continua sendo um personagem difícil e distante, sendo confiado pela governanta Sra. Hudson, que mantem sua casa em ordem e a Dr. Watson que o mantem longe dos problemas, ele é um homem muito moderno. Embora tenha uma mente analítica que lhe permite fazer deduções brilhantes, ele também é adepto a usar notebooks, celulares e GPS para ajudar a resolver os mistérios que lhe são desafiados.


O desempenho de Cumberbatch (Sherlock) certamente lembra David Tennant (Doctor Who) durante cenas de dedução, que aliás, são brilhantemente ilustradas através de flashes de texto na tela. É em momentos de silêncio que ele realmente se destaca, insinuando no entanto a escuridão abaixo da superfície gelada e genuína de Sherlock Holmes.

Martin Freeman faz um desempenho bom como Dr. Watson, embora tenha dado pouco a ver neste primeiro episódio.

Agora que a orignalidade foi estabelecida, os roteiristas Mark Gatiss e Steven Moffat podem se concentrar na trama e se eles conseguirem bolar algo tão brilhante como as histórias de Connan Doyle, a BBC vai ter um enorme sucesso em suas mãos. Uma coisa é certa, o jogo com certeza começou.
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